sábado, 4 de fevereiro de 2012

Contrabaixistas na agenda contrabaixística carioca (RJ), até 16/02/2012


Muitos contrabaixistas estarão em cena nos espaços cariocas por esses dias: Luiz Alves, Augusto Mattoso, Gefferson Horta, Pedro Aune, Rodrigo Ferreira, Paulo Russo e Paulo Andriolo, que estarão bem acompanhados de seus colegas músicos.

Para ver os detalhes dos shows, clique aqui




Até hoje: Inscrições para projetos - Guarulhos 2012, 04/02/2012, sábado


Notícia postada em http://artesvisuaisguarulhos.blogspot.com

Corram!!


Diversos projetos musicais estão com as inscrições abertas em Guarulhos, através da Secretaria de Cultura e do Departamento do Conservatório Municipal de Guarulhos.

Há projetos para vários instrumentos como: contrabaixo, violino, violoncelo, violão, clarineta, viola caipira, bandas sinfôncias, big bands, trombone, clarineta, corais,percussão, música antiga, oficina de percussão para surdos, orquestra de câmara, prática vocal, choro, solfejo para a melhor idade, saxofone, violino Suzuki...

Separei para vocês os projetos com contrabaixo acústico.
Para saber detalhes dos projetos, clique aqui


CAMERATA DO CONSERVATÓRIO MUNICIPAL

Este projeto tem como objetivo básico possibilitar ao jovem estudante de música a oportunidade de viver o seu aprendizado musical de forma completa, ou seja, além da formação acadêmica exercitar os conhecimentos técnicos adquiridos. Formado por alunos do Conservatório Municipal e pessoas da comunidade.
Instrumentos: violino, viola de arco, violoncelo e contrabaixo acústico.
Requisitos: Possuir instrumento próprio. (para os ensaios, o Conservatório empresta o instrumento – violoncelos e contrabaixo acústico) possuir conhecimento de nível médio em teoria musical e na prática instrumental.
Entrevista para seleção: 15/2/2012 – 19h
Inicio do Projeto: 29/2/2012 (quarta-feira) – 19h às 22h
Professor Coordenador: Celso Franchini

COM A CORDA SOLTA

Formado por alunos do curso de contrabaixo acústico do Conservatório Municipal de Guarulhos, visando a prática de música de câmara escrita especialmente para essa formação.
Requisitos: Ser aluno de Contrabaixo do Conservatório.
Entrevista para seleção: 13/2/2012 - 17h
Início do projeto: 27/02/12 (segunda-feira) - das 17h às 19h
Professora Coordenadora: Miranda de Sousa

DEU JAZZ

Grupo dedicado a execução de música popular brasileira compreendida entre os anos 50 até a atualidade, familiarizando os músicos a este estilo musical (Bossa Nova e MPB) e divulgando a riqueza da produção musical desse período.
Requisitos: Ser aluno do Conservatório Municipal de um dos seguintes instrumentos: Flauta, Sax, violão, baixo acústico, percussão ou canto.
Entrevista para seleção: 16/2/2012 - 20h
Início do projeto: 1º/3/2012 (quinta-feira) - das 20h às 22h
Professor Coordenador: Norberto Queiroz

ORQUESTRA DE CÂMARA

Formada por alunos do Conservatório Municipal de Guarulhos e pessoas da comunidade, que tem por objetivo a prática da música de concerto escrita originalmente ou em arranjos para essa formação.
Instrumentos: Flauta transversal, oboé, fagote, trompa, trombone, trompete, violino, viola de arco, violoncelo, contrabaixo acústico e percussão.
Requisitos: Possuir instrumento próprio. (para os ensaios, o Conservatório empresta o instrumento – violoncelos, contrabaixo acústico e instrumentos de percussão), possuir conhecimento de nível médio em teoria musical e na prática instrumental.
Entrevista para seleção: 15/2/2012 - 16h
Início do projeto: 29/2/2012 (quarta-feira) - das 16h às 18h
Professores Coordenadores: Fabio Pellegatti e Miranda Souza, Renato Kutner

INSCRIÇÕES:

Período: de 30/1 a 04/2/2012
Local: Departamento do Conservatório Municipal de Guarulhos
Av. Tiradentes, 2521 – 1º andar – Vila São Jorge

Horário: 2ª a 6ª feira - das 8h30 às 20h30
Sábado – 8h30 às 16h30

Informações:
2087-7444/7445




terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Até hoje: III Concurso para Solistas da OSMG 2012, 31/01/2012

O Concurso para Jovens Solistas da OSMG 2012 selecionará jovens talentos para apresentação com a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais – OSMG, da Fundação Clóvis Salgado, em concerto no Grande Teatro do Palácio das Artes, a ser realizado no dia 26 de março de 2012, sob a regência do Maestro Roberto Tibiriçá.

O concurso é destinado a instrumentistas dos seguintes naipes: Cordas (violino, viola, violoncelo, contrabaixo), Madeiras (flauta, oboé, clarineta, fagote), Metais (trompa, trompete, trombone e tuba) e Piano.

Serão selecionados no mínimo 04 (quatro) instrumentistas que se apresentarão junto à Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, em concerto a ser realizado no dia 26 de março de 2012, no Grande Teatro do Palácio das Artes.

Programa para contrabaixo:
Contrabaixo 1º movimento das Suítes para violoncelo solo, de J. S. Bach

Inscrições: de 08/01/2012 até 31/01/2012.
Horário de inscrição: de 10:00 às 12:00 e de 14:00 às 16:00 horas (de segunda a sexta feira).

Para ler o Edital, clique aqui




quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Em Brasília, no 34º Civebra com Hans Roelofsen (Holanda)



Aproveitei  as férias para ter aulas com o maravilhoso contrabaixista holandês Hans Roelofsen, e com a excelente professora de canto popular Suely Mesquita (RJ), na 34º edição do Curso Internacional de Verão de Brasília (DF).

Hans Roelofsen

O curso tem sido uma ótima oportunidade de rever o Hans e a Suely, com quem já tive aulas, de rever os colegas contrabaixistas aqui de Brasília (Alex Queiroz, Antoine Spagno, Daniel Abreu, Ricardo Telles, Sá Reston, Zoraima Alenfel), de conhecer novos contrabaixistas (Cibele, Jorge, Pedro) e de conhecer novos colegas contrabaixistas também fãs aqui do nosso blog (Daniel, Edson, Isaac, Lívia).

Hans Roelofsen em ação
 
Com os colegas contrabaixistas de longa data Hans Roelofsen e Daniel Abreu

Com Ricardo Telles, colega contrabaixista de longa data e também fã do blog


Com os contrabaixistas Sá Reston (colega do Fórum Contrabaixo BR), Hans Roelofsen, Daniel Abreu e Alex Queiroz (colegas jurássicos)

Com os contrabaixistas dinossáuricos Alex Queiroz, Hans Roelofsen, Daniel Abreu, Ricardo Telles e o moço da cantina


Com o nosso colega contrabaixista Edson, de Sáo Luiz (MA), também fà do nosso blog

As aulas do Hans têm sido muito interessantes. 
Este ano, ele está vendo com os alunos o movimento do braço direito e trabalhando o dedilhado 1-2-3-4, que é uma das suas marcas registradas, com muito uso de pivô (quando a mão esquerda "estica" para tocar as notas, sem que os dedos que não estão sendo usados fiquem presos na corda).

Uma das coisas bem importantes que ele disse sobre o uso deste dedilhado é que a afinação não está nos dedos, mas sim na cabeça do contrabaixista.

O Hans se refere ao fato de algumas pessoas não usarem este dedilhado por achar que é mais difícil de afinar as notas com ele.

Ele faz uso do dedilhado 1-2-3-4 sempre, como o fazem os violinistas, violistas e violoncelistas. Ele disse que, a partir do ré da primeira corda (sol), as posições no contrabaixo têm a mesma distância das posições no violoncelo.

Comecei a me entrosar com essa técnica de dedilhado por esses dias já que, das outras vezes em que estive com o Hans, preferi priorizar a interpretação das peças a modificar a minha técnica do dedilhado (1-2-4) e a minha técnica do arco (italiana). Ele usa um arco pesadíssimo, com 240 gramas, sendo que um arco tradicional de contrabaixo pesa aproximadamente 130 gramas.

Minhas primeiras impressões sobre esta técnica de dedilhado (1-2-3-4) são que ela é viável para mãos pequenas, mas com adaptações. 
Minha mão é pequena, mas os dedos não são curtos. Daí, decidi algumas coisitas e as dividi com o Hans, que é um professor de contrabaixo bastante aberto a opinões contrabaixísticas diferentes das suas:
a) Farei uso desta técnica no meio do braço do instrumento, quando achar necessário;
b) Não usarei essa técnica nas primeiras posições, por serem muito grandes e necessitarem de uma movimentação da mão mais "abrangente";
c) Não usarei o dedo 4 (mindinho) por toda a região aguda do instrumento (capotasto).
O uso do dedo 4 nesta região, para mim, fica desgastante. Eu até consigo usar, mas a modificação técnica vai me dar um trabalho que não compensará o resultado, já que as posições a partir do capotasto são bastante flexíveis, e posso me virar com os outros quatro dedos utilizados (polegar-1-2-3).

Como já havia visto algumas vezes com o Hans e com outros contrabaixistas (Sandrino Santoro, Antonio Arzolla, Thierry Barbé, Saulo Bezerra, Tarcísio Silva...), o emprego de pivôs é bastante útil em passagens rápidas, principalmente as orquestrais, porque é possível acrescentar mais uma nota a cada posição, porém sem se prender à posição em si, deixando a mão fica mais "solta" e ágil. 
Ou seja: dá para tocar mais notas com menos mudanças de posição.

Com a técnica 1-2-3-4, a mão esquerda deixa de fazer as mudanças de posição de forma "linear" - para trás e para frente-, e passa a trabalhar em semicírculos, como se cada dedo fosse dar um salto e fazer uma pirueta no ar até que o outro dedo chegue na nota da outra posição.

Penso que essa técnica é viável para mim atualmente, porque já conheço o "mapa" do instrumento. 
Para quem não conhece, acredito que o caminho seja mais longo, porque se antes a posição tinha três notas, a mão agora terá que "sobrevoar" mais duas ou três notas na hora de fazer a mudança de posição e, mesmo assim, é preciso saber a rota das notas para acionar o trem de pouso, senão é um festival de nota fora.

Quanto à técnica do arco, não tenho planos de acrescentá-la à minha, porque prefiro o resultado sonoro do arco com peso normal. Já fiz o teste do olho fechado várias vezes, e em todas elas preferi o arco comum. Sempre sinto o som do contrabaixo "achatado"' (com menos ressonância) com o arco pesado. Por isso, optei conscientemente por não mexer no arco. 

Essa é a minha opinião e a de outros colegas contrabaixistas, mas outros colegas contrabaixistas estão fazendo uso do arco pesado, especialmente na orquestra. Segundo eles, é possível tirar mais som fazendo menos esforço. 
Para compensar o excesso de peso natural do arco pesado, eles usam uma resina não-contrabaixística, dessas que fazem bastante farofa (pozinho) e "grudam" menos nas cordas.
Para resultados ainda melhores, é preciso usar o arco de forma bem relaxada, não só porque o peso pode ocasionar tensionamentos, mas também porque o braço mais flexível dá mais velocidade ao movimento, "travando" menos o som.

Como vocês podem ver, a resolução de mudar e/ou de modificar e/ou de acrescentar algo novo à técnica do contrabaixo pode depender só do contrabaixista, independentemente da técnica original dele. 
O importante na hora de decidir é analisar o custo-benefício da técnica nova, se ela vai ser usada sempre ou eventualmente, e procurar um porquê consciente para modificação.

O importante é pensar que o artista é um ser em constante movimento, em constante aprendizado, em constante busca da perfeição, mesmo que nunca a encontre.

E tão importante quanto isso, é saber que somos contrabaixistas livres para decidir e que, quaisquer que sejam as nossas decisões, elas poderão também trazer opiniões alheias tão livres quanto as nossas decisões e muito diferentes das nossas opiniões.
Somos contrabaixistas livres para concordar ou não com elas e mudarmos de novo ou seguirmos em frente do mesmo jeito.

Somos contrabaixistas livres para concordarmos com as nossas decisões e opiniões enquanto elas forem eternas para nós e/ou mudarmos o que sentirmos ser necessário e/ou seguirmos em frente do nosso mesmo jeito contrabaixístico de ver e sentir as coisas...


O recital do Hans aqui no Civebra será no dia 16 de janeiro de 2012, segunda-feira, às 19h30min, na Sala Martins Pena (Teatro Nacional).

Outras coisitas: aproveitarei a minha estadia por aqui para tirar as teias de aranha do nosso Fala Baixo, fazendo as nossas entrevistas contrabaixísticas com o Hans Relofsen, com o Alex Queiroz (primeiro contrabaixista da Orquestra do Teatro Nacional de Brasília) e com o Daniel Abreu (professor de contrabaixo da Escola de Música de Brasília).

Talvez ainda consigamos entrevistas com o contrabaixista Ricardo Vasconcellos (professor da Escola de Música de Brasília), com o contrabaixista Ricardo Telles (professor da Escola de Música de Brasília) e com o contrabaixista Antoine Spagno (da Orquestra do Teatro Nacional de Brasília).

E quando voltar para casa, faremos as mais que combinadas entrevistas com a contrabaixista Ana Valéria Poles e com o contrabaixista Adriano Giffoni

E vamos que vamos: avante ao contrabaixo e aos contrabaixistas!


Licença Creative Commons
Orientacoes Contrabaixisticas by Voila Marques is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Não a obras derivadas License.




segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Feliz 2012!


Queridos colegas contrabaixistas ou não, leitores, blogueiros...

Não tenho postado aqui no blog, porque estou às voltas com os textos finais do meu futuro livro de orientações contrabaixísticas, mas logo logo estarei de volta com meus textos, para os olhinhos de vocês!...

Como eu não poderia me esquecer de vocês nesta época do ano, aqui vão meus votos de Boas Festas e muito contrabaixo na vida 2012 de vocês!...

Abraços e beijocas contrabaixísticas procês!




quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Concurso para professor de contrabaixo temporário (Palmas - TO), até 18/11/2011

Notícia postada no site http://portal.palmas.to.gov.br

A Prefeitura Municipal de Palmas, através da Secretaria Municipal da Educação, faz saber que se encontram abertas as inscrições para o Processo Seletivo para contratação de Prestadores de Serviço para atuarem na Educação Integral, por tempo determinado.

Há vagas para professores de diversos instrumentos. Para contrabaixo acústico há 01 vaga e 02 vagas de reserva.

As inscrições poderão ser feitas no período de 08 a 18 de novembro 2011, no horário das 13 às 18 horas no seguinte local:
Secretaria Municipal da Educação, na Diretoria do Ensino Fundamental/Educação Integral
Endereço: Av. Teotônio Segurado ACSU – SE 10, conj. 01, Lt. 05 Centro, CEP: 77020-002
Palmas – TO

Para ler o Edital do concurso, clique aqui




105- O trem-fantasma da mudança de posição: aspectos importantes


Nos instrumentos de cordas, posição é um pequeno grupo de notas musicais que fazemos com os dedos, sem precisar movimentar a mão para cima ou para baixo.

No contrabaixo, cada grupo de notas de uma mesma posição pode ter de três a quatro notas por corda.
Isso dependerá da técnica de dedilhado usada, se de três dedos (1-2-4 ou 1-3-4) ou de quatro dedos (1-2-3-4), e também da região do instrumento usada, porque na região aguda as posições são sempre com quatro notas (0-1-2-3).

As notas de uma mesma posição podem ser feitas sob uma mesma corda ou nas cordas paralelas, sendo que, para isso, é necessário que a mão esquerda se movimente para os lados.

Quando movimentamos a mão esquerda para cima ou para baixo, chamamos este movimento de mudança de posição.

A mudança de posição acontece sempre que precisamos tocar notas que não existem na posição em que estamos, ou tocar notas que existem na posição em que estamos, mas com outros dedos.

Uma mudança de posição feita de forma adequada evita que ouçamos sons do além entre as notas, e faz com que evitemos fazer da mão esquerda um trem-fantasma desgovernado, com acelerações e freadas bruscas. 

Por mais que você dirija perigosamente a sua mão esquerda e sacoleje o seu trenzinho, os sons do além não vão embora, porque notas indefinidas adoram mão desorganizada.

Para entender como o trem anda, é preciso antes conhecê-lo parado. Só aí é que podemos tirá-lo do seu estado de inércia.

O mesmo ocorre com a mão esquerda: é preciso conhecer bem a sua mão parada para colocá-la em movimento de forma consciente.

Além dos dedos equidistantes - dentro dos padrões usados na técnica de dedilhado escolhida (1-2-4 ou 1-3-4 ou 1-2-3-4) -, é necessário distribuir o peso do corpo e da mão de forma igual sobre os dedos.

Ao distribuir o peso do corpo sobre a mão, isso faz com que esse peso vá para cada dedo, que o receberá de forma igual, mesmo que o seu dedo médio seja alto, forte e bonitão, e que o seu dedo mínimo seja tão raquítico, que você insista sempre em tratá-lo como um dedo diferente dos outros.
Excesso de mimo dá nisso: o dedo se comporta como o coitadinho, e está sempre se levantando quando não é chamado...

Quando se escorrega a mão, o braço vai junto. A mudança de posição não é feita somente com o dedo que sai de uma nota ou com o dedo que chega a outra nota.

Com o peso do corpo em cima de cada dedo, os bonitinhos não terão como fazer balé na hora do seu estudo. Peso pesa e dedo pesado não levanta à toa, gente!

Se a mudança será feita com o dedo 1, os outros dedos escorregam um pouco acima da corda, procurando mantê-los alinhados entre si, ou seja, enquanto o dedo 1 está escorregando sobre a corda, o dedo 2 não está sendo dublê de antena, nem o dedo 3 está tentando respirar e nem o dedo 4 fica pedindo socorro. 

Sabe aquele ditado que diz que “enquanto um burro fala, o outro puxa a orelha”?
Pois é, enquanto um dedo toca, os outros ficam por perto, tentando ouvir.

Eles não mudam de lugar, só levantam um pouco, e esperam a vez de serem convocados de novo. Eles estão sempre pesados. Quando um dedo fica levantado ou sai do lugar de onde deveria estar, é porque está sem o peso do corpo para mantê-lo ligeiramente curvado e sem tensionamento.

Daí, a importância de fazer uma mudança de posição com a mão relaxada.

Mudança de posição com a mão dura deixa os dedos “assustados”, e dedos assustados são imprevisíveis: tanto podem atrasar a emissão da próxima nota, como podem nem mesmo conseguir chegar nela.

Mudança de posição feita com aceleração brusca de saída e freada brusca de chegada, resulta em uma mudança sem preparação, feita muito em cima da hora.

E essa variante de velocidade costuma ser audível, especialmente se vier acompanhada de acelerações com o arco. Isso faz com que cada mudança de nota venha com um “crescendo” no fim da nota que vai mudar e outro no fim da nota que mudou. Um horror!

A mão esquerda anda sempre à frente do arco. Por isso, as mudanças de posição devem ser feitas de forma equilibrada, antecipada e tranquila: quando o arco muda de direção, a mudança de posição já aconteceu fração de segundo antes. Ela não acontece ao mesmo tempo, para que os sons do além não sejam mais audíveis.

O contrabaixo é um instrumento grande, grave e, para muitos, grotesco. Notas claras e precisas favorecem a compreensão e a expressão musical, e ajudam a diminuir o preconceito com o instrumento que, por si só, já assusta muita gente. 

Não precisamos fazer dele um ator de filme de terror musical, com sons esquisitos, mãos estranhas, etc.

Lembre-se de que no futuro, só quem se divertirá com esse seu trem-fantasma são os outros, contrabaixistas ou não.

Licença Creative Commons
Orientacoes Contrabaixisticas by Voila Marques is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Não a obras derivadas License.




Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...